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sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Festa dos 100 Anos do Colégio

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Muito bonita a reunião de ex-alunos neste último 3 de junho (2006), na comemoração dos 100 anos do Colégio Leopoldinense.

Idéia e obra de alguns abnegados, seria até justo que aqui nomeássemos, um por um, os membros das diversas Comissões organizadoras da festa, mas foram tantos que o risco de omissão recomenda não particularizar. Belo presente que deram a Leopoldina, embora muitos beneficiários diretos - principalmente dos hotéis e do comércio - não entendam, ou fingem que não entendem.

Perfeita a organização do Almoço, do Bate-Papo, da Hospedagem, da Divulgação, do Baile. Palmas para a Tesouraria que nos proporcionou uma bela festa a custo realmente módico e de adesão simples. Só não participou quem realmente não pôde - ou não quis - participar.

Emocionante a Santa Missa celebrada por Pe. Jorge, na Matriz de Nossa Senhora do Rosário. Pela primeira vez nosso querido Monsenhor Guilherme, agora na companhia definitiva do Pai, deixa de presidir a tradicional celebração.

A confecção das faixas para a rua Cotegipe também merece destaque. Tudo muito pertinente, oportuno e criativo. Tocante e muito justa a homenagem ao Zé Antonio (Beribá), zagueiro e ex-capitão da Liga Esportiva do Colégio Leopoldinense. Ê zaga! Beribá e Coutinho (Manga Rosa).

O Baile no Clube do Moinho com a orquestra maravilhosa de Além Paraíba - aliás, considerada sucessora da Leopoldina Orquestra - quase nos sufoca a boleros-emoção! Que tal a delicadeza deste (?): “ ...faz de conta que eu sou Fred Astaire e você, Ginger Rogers...”

Numa faixa à entrada da praça Gal. Ozório, a exaltação carinhosa da loja “Badu-Lac” (Chiquinho Gama e Sonia) aos apelidos de ontem e de sempre. É gostoso reler: Botão, Bolacha, Micróbio, Crosca, Quequé, Meio-Quilo, Perereca, Caburé, Capiau, Tirolesa, Pond´s, Periquito, Pachá, Coréia, Pelão, Piaca, Piriá, Pipa, Solete, Cocão, Barriga, Boteco, Jumento, Gatinha, Jaburu, Piolho, Cigarrete, Bolinha, Buraco, Boi, Esquilo, Coquita, Sabiá, Dandão, Coruja, Harará, Pereba, Zuzu, Bibita.

Mas saibam que a relação foi apenas enunciativa. Faltou espaço no pano para: Molambo, Pizeta, Coca-Cola, Saratoga, Marreco, Memeluco, Pinguela, Barão, Hermafrodita (culpa do cabelo, o rapaz era “espada”), Pau-de-Fósforo, Gasolina, Pé-de-Pato, Burnete, Gambá, Carneirinho, Papagaio, Remelexo, Patuá, Grilo, Badu, Brotinho, Perigoso, Ximango, Le Pintê, Farofa, Bochano, Canhão, Estaca, Pitanga, Timbuca... E por aí afora.

Como sempre, nossa reunião de ex-alunos é oportunidade rara (a última foi há 10 anos) de rever companheiros e mestres da juventude - irmanados na delicadeza de almas sintonizadas no hábito de cultivar lembranças e amigos - e vivenciar nossa “devoção quase mística de estudantes ao educandário de (nossa) adolescência”, nas palavras muito apropriadas do contemporâneo Deodato Rivera, em sua crônica magistral, “Um Milagre Pedagógico”.

Desta vez, pelos registros do nosso Tesoureiro José Antonio Hipólito Vargas - o Tonico, compareceram 460 devotos. Ex-alunos procedentes dos mais variados rincões deste país, que aqui aportaram por dois dias em nome de uma saudade imorredoura, no anseio de uma re-visita aos bons tempos, na missão de alguns abraços emocionados, na veleidade de nutrir olhos e alma na fotografia de um pátio, de um velho refeitório, de varandas ancestrais, suas colunas dóricas e capitéis, delineados a negro de nanquim e a azul de Parker Quink na memória de cada um deles.

Muitos que não puderam vir, telefonaram, telegrafaram, passaram e-mails. Alguns impedidos por compromissos inadiáveis, outros por razões menos felizes, outros mais por razões até muito felizes. Neste último caso esteve o colega José Heleno Vieira, residente no Rio de Janeiro que, com a esposa Wilma, sempre aparece. Desta vez não vieram porque nasceu, exatamente no dia 3 de junho, a netinha Luísa, filha de Karina. Ninguém mais esquece o aniversário da netinha do Zé Heleno: dia dos 100 anos do Ginásio.

Como vêem, tudo seria festa não tivéssemos que assimilar uma grande perda. Poucos dias antes do Encontro faleceu em Leopoldina, vítima de ataque cardíaco, o nosso boníssimo companheiro Pedro Augusto Arantes. Pedro atuava com inexcedível entusiasmo na Comissão de Festa. Infelizmente, estava escrito numa artéria traiçoeira que ele não participaria da reunião com que tanto sonhou e para a qual tanto contribuiu.

Já que mencionamos acima nosso primus inter pares, Deodato Rivera. Vamos, então, finalizar com algumas palavras dele que muito bem exprimem o que nossos corações avalizam neste momento: seguimos “indissoluvelmente ligados ao nosso Ginásio pelos tanto mais fortes quanto invisíveis, etéreos fios da gratidão e da saudade”.
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(Publicada no jornal LEOPOLDINENSE de 30 de junho de 2006)

Um comentário:

  1. Estudei no Ginásio de 1972 a 1979. Não pude comparecer a seu centenário. Mas nos 110 anos quero estar presente....ou até mesmo antes, se houver comemoração.

    Márcio de Freitas Assis Rocha

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