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sábado, 29 de maio de 2010

Copa das Confederações

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Vem por aí o título da Copa das Confederações.
Os jornais estão mostrando, na primeira página, fotos maravilhosas dos torcedores da África do Sul, fazendo festa nas arquibancadas para os jogadores do Brasil.

Dá orgulho ver que nossos atletas são amados lá fora. Sobretudo num país como a África do Sul, que conheceu um racismo rancoroso, o chamado “Apartheid”, uma desumana separação dos indivíduos, pela raça e pela cor, em duas classes de cidadãos.

Causa júbilo constatar que nossa democracia racial faz bem, é exemplo, e alegra as pessoas em todo o mundo.

Sem falar na qualidade, na beleza e no encantamento de nosso futebol, cinco vezes campeão do mundo! Todo mundo tenta, mas só o Brasil é penta! A seleção brasileira merece aquela festa.

Lembro-me de quando o Brasil ganhou nosso primeiro título mundial, em junho de 1958, na Suécia. Eu era recém saído do exército e morava no Rio de Janeiro havia, apenas, sete meses. Fazia o curso pré-vestibular.

Quando o Brasil ganhou Copa na final, contra a Suécia, o Rio explodiu em carnaval. No dia seguinte, fomos, eu e alguns amigos de nossa República de Estudantes, no Bairro da Glória, para o Aeroporto do Galeão, esperar o "scratch" chegar. Na época não se falava SELEÇÃO, falava-se ESCRETE.

Vimos cada jogador subir no carro dos bombeiros. Didi, Vavá, Pelé, Garrincha... Quando o caminhão vermelho se moveu, de sirene ligada, a turma disparou: Viaduto da Ilha, Av. Brasil, Av. Pres. Vargas, Rio Branco, Pça. Paris, Largo da Glória, Rua do Catete, Palácio do Catete. Em todo o percurso, gente apinhada dos dois lados das ruas. Acredito que dê uns 15 ou 20 km. Não sei bem.

Sei que Antonio, um colega que fez todo o percurso correndo, acabou com a sola do sapato e assistiu, descalço, ao JK receber a seleção num palanque de madeira armado em frente do Palácio do Catete. Discursos, abraços, gritos, lágrimas.

Foi um momento marcado em minha vida. Jamais o esqueci.

É bonito ver, hoje, depois de tantas glórias – na não apenas nós, mas o mundo inteiro conhecer, admirar e gritar o nome de cada jogador brasileiro.
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(Publicado no jornal LEOPOLDINENSE de 15.06.2009)

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