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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cel. Olivier Fajardo

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Pater familias do clã dos Fajardos, tradicional família de Leopoldina com raízes no Distrito de Piacatuba, o Cel. Olivier Fajardo de Paiva Campos foi político, vereador por várias legislaturas, Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal, grande fazendeiro, um dos acionistas-fundadores da Cia. de Fiação e Tecidos Leopoldinense, fundador e editor do histórico jornal leopoldinense, Nova Fase.

Seu Olivier nasceu no dia 31 de janeiro de 1883, na Fazenda São Pedro, pertencente a seu avô materno, Francisco Esmério de Paiva Campos, em Piacatuba. Foi criado na Fazenda Santa Cruz, de seus pais, Capitão José Fajardo de Mello Campos (Cap. Zeca) e Maria Esmério Campos (Da. Sinhá), fazenda esta que já pertencera, no passado, ao bisavô de. Olivier, Sr. Joaquim Honório de Campos (o Barão do Rio Pardo).

Primogênito dentre treze irmãos, casou-se aos 22 anos, em 25 de fevereiro de 1905, com sua prima Oziêta Fajardo, filha de seu tio, Cel. Joaquim Fajardo de Mello Campos, um dos maiores fazendeiros da Mata Mineira, político influente, que ao falecer precocemente em 1910 possuía 1.300 alqueires de terras.

Oziêta e Vié (como também era intimamente conhecido) não deixaram descendentes, mas criaram os sobrinhos, José Maria, Joaquim e Maria (Lilia) como verdadeiros filhos.

A vocação de Olivier pela política vinha das tradições da família, pois seu trisavô, Cel. Domingos Henriques de Gusmão, foi um dos fundadores de São João Nepomuceno e maior benfeitor da Igreja da Matriz, da Piedade. O bisavô, Joaquim Honório de Campos, foi vereador à Intendência de Leopoldina e recebeu o título de Barão do Rio Pardo em decorrência de serviços prestados à instrução pública, além de ter construído uma igreja (“do Rosário”), em Piacatuba, demolida na década de 40.

O avô, Cap. José Fajardo de Mello, pioneiro dos Fajardos em Leopoldina, foi conselheiro e vereador à mesma Intendência, membro da Subcomissão Distrital que recrutou os voluntários locais para a Guerra do Paraguai, além de ter executado, às suas expensas, as obras para o abastecimento d’água do Arraial e, segundo informações a serem confirmadas, comandado a construção daquele conhecido e centenário calçamento da principal rua de Piacatuba – com legítimo “meio-fio”. Ou seja, o fio-da-água passando pelo meio da rua.

Seu pai, Cap. Zéca Fajardo, foi Presidente do Conselho Distrital de Piedade e integrante do Conselho Municipal de Leopoldina, em fins do século XIX e princípios do século passado.

Olivier foi nomeado para o posto de Capitão da 2ª Cia. do 797º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional por decreto assinado pelo Presidente da República, Wenceslau Braz, em 25 de abril de 1914.

Elegeu-se, pela primeira vez, vereador especial pelo distrito da cidade em 1915, sob a sigla do extinto PRM. Até 1918 Olivier integrava, com familiares e amigos, a legião de partidários do Dr. Ribeiro Junqueira. Posteriormente, por desavenças internas mudou-se para fileiras oposicionistas, embora no mesmo partido.

Em 1926, após os acontecimentos que originaram a “unificação da política municipal” – fusão das duas correntes políticas de Leopoldina, Olivier Fajardo atuou, por algum tempo, como Presidente Interino da Câmara Municipal, em substituição ao Presidente daquela Casa Legislativa, Dr. Carlos Coimbra da Luz. Lembre-se que, por essa época os cargos de Presidente e Vice-Presidente, da Câmara, equivaliam aos de Prefeito e Vice-Prefeito, respectivamente.

Até por volta de 1935 e 36, Olivier viveu com esposa e filhos em companhia de sua sogra e tia, Da. Guilhermina Balbina Henriques Soares Fajardo, viúva do Cel. Joaquim Fajardo, proprietária da Fazenda Aurora, empreendimento que Olivier administrava. Com o falecimento de Da. Guilhermina, por aquela época, Olivier mudou-se para a cidade de Leopoldina, fixando residência em uma Chácara cuja sede ficava nas proximidades da ponte que liga a atual Rua Prof. Joaquim Guedes Machado com a Rua das Flores.

Em outubro de 1958 o Cel. Olivier foi, mais uma vez eleito para uma cadeira de vereador em Leopoldina e, a 31 de janeiro de 1959 – dia em que completava 79 anos – foi escolhido Presidente da Câmara Municipal. De novo, em janeiro de 1961, o Jornal Ilustração informava que o Cel. Olivier Fajardo era reconduzido ao posto de Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina.

No dia 19 de novembro de 1961, quando em visita aos sobrinhos, Abdon e Lília (ela, sua filha de criação), residentes na Fazenda Santa Cruz, Olivier Fajardo sucumbiu, vitimado por violento ataque cardíaco.
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NOTA: Agradecendo os dados acima coligidos ao pesquisador e genealogista leopoldinense, Plínio Fajardo Alvim, de cujos trabalhos nos valemos sob autorização expressa do autor, nesta biografia deixamos consignada modesta homenagem a esse grande valor da história leopoldinense, à sua enorme e amicíssima família. Tivemos a honra de pessoalmente conhecer Olivier Fajardo no fim dos anos 50, quando ainda jovem estudante secundário frequentávamos a casa de seu irmão, Sr. Octacílio Fajardo (o “Sô Nem”), casado com Da. Carolina (a bondosa “Da. Catita”), na rua Tiradentes, em Leopoldina, em razão da estreita amizade que nos unia a seus filhos mais novos, Zéca, Lêda, Léa, Sebastião, Osório, Ruth, Nicolina, Maria do Carmo e aos primos, Adauto, Dirceu, Rubens, Geraldo e Vicente.

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