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domingo, 8 de novembro de 2009

Discurso na Câmara Municipal de Leopoldina

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Junho, 2002

Ao ensejo da outorga de Medalha do Mérito Leopoldinense ao Sr. Eloy Rodrigues Netto, em Sessão Solene realizada no Salão da Câmara Municipal de Leopoldina, neste 29 de junho de 2002, às 18:00h, representando familiares do homenageado, permito-me dirigir-lhes algumas palavras:

- Sr. Presidente desta Casa, no exercício da Presidência desta Sessão, digno Vereador, Brênio Coli;
- Ínclito representante de nossa região na Assembléia Legislativa de Minas, amigo Deputado Bené Guedes;
- Ilustre Prefeito Municipal de Leopoldina, Dr. José Roberto de Oliveira;
- Querido homenageado, meu primo e grande amigo, Eloy Rodrigues Neto;
-Senhores vereadores, ex-vereadores, autoridades, representantes de Clubes de Serviço, minhas senhoras, meus concidadãos:

Indicado a falar em nome dos familiares do nosso homenageado, tomarei não mais que três minutos dos senhores presentes para expressar os sinceros agradecimentos de minha família, não apenas ao ex-vereador Edvaldo Franquido Donato do Vale, autor da proposta desta honraria, mas a todos os senhores vereadores que a transformaram em Lei, e ao Sr. Prefeito Municipal, José Roberto de Oliveira, a quem a família manifesta especial gratidão por a haver sancionado.

Convivo com o primo Eloy desde meus 8 anos de idade. Conheci-o, por essa época, na Fazenda Boa Sorte, casa de nosso avô comum, Totônio Rodrigues, quando minha mãe – professora estadual na Escola da Vargem Linda – veio transferida para a Escola da “Capelinha de Santo Antonio”, no Bairro da Onça, nas proximidades da qual passamos a residir. Eloi freqüentou a escola da Boa Sorte, onde pontificou durante muitos anos a legendária professora, Da. Climene Godinho Neto, sua tia, que, aliás, anos antes - por volta de 1920 - fora também mestra de meu pai e de minha mãe.

Jamais pagarei com simples palavras de reconhecimento a enorme dívida de gratidão que tenho com Eloy. Tendo sido ele, com o irmão Ely, os primos que primeiro deixaram a roça em direção à cidade, fiquei a eles devendo desde a adolescência as eventuais, mas muito generosas acolhidas que me deram em sua casa, durante o curso ginasial que a duras penas freqüentei no antigo Colégio Leopoldinense, correndo 6 km de manhã, para vir, e 6km à tarde, para voltar, no lombo do meu cavalinho, Guarany.

Não foi por acaso que, indo para o Rio de Janeiro em 1957, e lá residindo por 37 anos, jamais transferi meu Título de Eleitor de Leopoldina. Mantive-o aqui para ser fiel ao Eloy e ao Ely em todas as vezes que se apresentaram candidatos à Câmara Municipal e, no caso do Eloy, também ao Executivo Municipal.

Assim, tenho para com o Eloy uma dívida irresgatável. Reitero, pois, ainda uma vez minha profunda admiração e respeito por ele e, a todos os senhores, digo que também me sinto homenageado neste momento em honras são deferidas ao meu dileto amigo e primo.

Agradeço aos membros desta Câmara a outorga desta Medalha do Mérito Leopoldinense a este cidadão exemplar, a este homem que distinguiu o trabalho e a honra pessoal como os materiais com que construiria uma existência genuinamente digna de ser tomada como exemplo.

Meu abraço fraterno ao Sr. Presidente deste Legislativo Municipal, Vereador Brênio Coli, a quem peço que transmita aos demais vereadores que tanto honram esta Casa, o reconhecimento da família Rodrigues e meu abraço, pessoal, a cada um.

Muito obrigado.
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(29.06.2002)

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