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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Má Gestão de Prefeitos

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Agosto, 2008

Nos últimos dias a grande imprensa nacional vem dando destaque que a CGU -Controladoria Geral da União constatou numerosas fraudes e irregularidades na utilização de verbas da saúde, por parte de prefeitos deste imenso Brasil. Trata-se de um prejuízo avassalador. Foram R$ 73,8 milhões, quase 20% do total, dos R$ 426,4 milhões da saúde que desapareceram no submundo da política corrupta e da má-gestão municipal, nos últimos cinco anos. Isto, o que conseguiram descobrir. Certamente, há mais petróleo nesse pré-sal.

Segundo os repórteres Alana Rizzo e Thiago Herdy, do Correio Braziliense, de segunda-feira, 25.08.08, “a esperança de melhorias nas condições de saúde de milhões de brasileiros se desfez nas mãos de prefeitos que receberam recursos federais para obras e compra de equipamentos, iniciaram projetos mas não os levaram até o fim.”

As irregularidades apontadas por Auditores vão de obras super-faturadas em Postos de Saúde a financiamento de poços artesianos que nunca foram perfurados, esqueletos de concreto abandonados, verbas para aterros sanitários que continuam a céu aberto, verbas destinadas a fins diferentes dos determinados pelas Portarias do Ministério da Saúde, tais como cobertura de folhas de pagamento, aluguéis, contas de consumo, compra de aparelhos eletro-eletrônicos, acessórios femininos, cosméticos, salgadinhos e até enfeites natalinos.

“Despesas sem comprovação representaram 14,3% do total de gastos irregulares. As prefeituras não conseguiram mostrar aos técnicos da CGU como usaram R$ 60,8 milhões transferidos aos cofres municipais. Problemas de toda ordem relacionados a processos de licitação foram responsáveis por um prejuízo de R$ 52,9 milhões, ou 12,4% do total”.

A geografia das fraudes é extensa. Os casos mais gritantes, todavia, foram apurados em São José do Divino (MG), Abadiânia (GO), Alegre (ES), e Acopiara (GO).

Felizmente, em Leopoldina, pelo menos até onde se tem notícia, nossos prefeitos ainda não alcançaram esses perfis escabrosos de políticos capazes de semelhante farra com as verbas da saúde. Como em cada cabeça uma sentença, pode-se até discutir, aqui ou ali, alguma prioridade escolhida. Alcances diretos do dinheiro público, todavia, parece que ainda não tivemos.

O destaque que damos a este caso do noticiário nacional vai, um pouco, por conta do crédito que ainda podemos conceder a nossos representantes. Mas que sirva também como um psiu a todos os eleitores, nesta véspera de comparecimento às urnas, no sentido de não introduzirem na vida pública leopoldinense políticos despreparados ou sabidamente incapazes de diferenciar dinheiro público do dinheiro que eles gostariam de ter no bolso.
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(Suspensa a publicação deste artigo no LEOPOLDINENSE, a pedido do autor, para evitar que o considerassem de " endereço certo")

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