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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Quem Tem Boca Vai a Juiz de Fora #

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Novembro, 2009

Imagino que dentro de alguns anos, quando alguém repassar a crônica leopoldinense desta época, gostará de saber dos nossos transtornos ante um simples escorregamento de terra na Serra da Caieira, ali, depois de Argirita.

A gente não imaginava a importância do asfalto que passa por Argirita, para a vida de quem mora em Leopoldina e precisa ir a Juiz de Fora. Dez metros do leito da BR-267 afundaram num ponto sem qualquer possibilidade de desvio lateral - uma imensa parede de pedra de um lado e o precipício do outro – e nós, leopoldinenses, nos transformamos em baratas tontas. Tiro por mim.

A Leopoldina/Juiz de Fora interditada por mais de um mês! Tenho que ir lá todas as semanas ver meus dois netinhos. Diante do problemão, comecei a indagar dos amigos sobre caminhos alternativos. Experimentei todos eles.

O menos desejável é o que toma a BR-116 até Três Rios para, de lá, chegar a Juiz de Fora via BR-040, a Rio-Belo Horizonte. O tráfego é pesado, muitos caminhões, quebra-molas em Além Paraíba, Sapucaia e Anta, além da distância, que aumenta em uns 50 quilômetros. Como vantagem, o asfalto bom em toda a extensão.

Sair por Cataguases e, em Rio Pomba, tomar a direção de Juiz de Fora não é má idéia. Asfalto bom em todo o trajeto, tráfego tranqüilo, mas são 40 quilômetros a mais.

Ainda por Cataguases, tem-se uma variante menos longa se, em Piraúba, tomarmos o caminho de Guarani, Rio Novo, Goianá e Cel. Pacheco. Neste caso o “prejuízo” cai para uns 30 quilômetros, mas o asfalto está bem acabadinho, muitas rachaduras, alguns buracos e quebra-molas dentro das localidades citadas.

Outra alternativa, de seguir pela BR-116 até Marinópolis e, ali, entrar para Santo Antonio do Aventureiro para alcançar a BR-267 um pouco antes de Maripá de Minas, não é boa. Aumenta o trajeto em mais de 20 quilômetros e, de Aventureiro a Maripá, são 22 quilômetros de terra. Se chover o bicho pega...

Conversando com meu amigo, Nilson Junqueira, certamente o maior “expert” em estradas de fazenda de nossa terra, ganhei mais uma opção: passar pelo centro de Argirita, pegar estrada de chão até Ituí (lugarejo que me agradou saber que existe) e, de Ituí, chegar a Roça Grande (outro comércio que só agora entrou para o mapa das minhas cogitações). Ali, pega-se o asfalto que liga São João Nepomuceno a Bicas e todos os caminhos voltam a levar a Roma.

O Nilson tem razão, aumenta no máximo 10 quilômetros nossa ida a Juiz de Fora. O problema é que os 20 quilômetros de estrada de terra que ligam Argirita a Ituí, com chuva, são impensáveis para esses nossos carros modernos de tração dianteira. Subidinhas bem acentuadas em barrancos vermelhos, sem cascalho, dão medo. E não se topa viva alma!

Existe ainda pelo menos mais uma opção, que não tive coragem de experimentar. Seria tocar para Piacatuba, ganhar a Braúna e tentar chegar a São João Nepomuceno. Perguntei ao José Antonio Almeida se ele conhece alguém que costume usar essa estrada. Ele disse que não. Perguntei ao Nilson se, ultimamente, ele passou por lá. Também disse que não.

Concluí comigo: se o Zé Antonio não conhece quem passa e o Nilson não passou, é loucura arriscar esse caminho.
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(Publicado no LEOPOLDINENSE de novembro de 2009)

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